Não sabem quem eu sou nem de onde eu vim. Só
conseguem enxergar o que eu revelo. nunca olham por baixo do pano. se eu rio,
acham que estou alegre. E não sabem que às vezes quando eu rio com força demais,
é que estou à beira do desespero.
“Estou ficando morna de tanto não
me permitir ir além, de tanto calcular meus passos, me esconder em falsa
timidez, evitar sentimentos, evitar relacionamentos, evitar gente só por ser
gente e pela possibilidade de alguma coisa dar errado. Posso correr o risco de
dar certo? Estou prestes a mergulhar. Dessa vez, não insistam, vou dispensar o
equipamento de segurança.”
terça-feira, 5 de março de 2013
"Eu escrevo para nada e para
ninguém. Se alguém me ler será por conta própria e auto-risco. Eu não faço
literatura: eu apenas vivo ao correr do tempo. O resultado fatal de eu viver é o
ato de escrever. Há tantos anos me perdi de vista que hesito em procurar me
encontrar. Estou com medo de começar. Existir me dá ás vezes taquicardia. Eu
tenho tanto medo de ser eu. Sou tão perigoso. Me deram um monte e me alienaram
de mim. "